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Porto de Suape registra 70% de crescimento na movimentação de cargas em fevereiro

O aumento no acumulado do primeiro bimestre foi de 57%. Porto trabalha para minimizar impactos do novo coronavírus nos próximos meses

Porto de Suape Rafael Medeiros crescimento mov fevereiro

Assim como no mês de janeiro, o Porto de Suape registrou a maior movimentação de cargas no mês de fevereiro desde o início das operações, há 41 anos. O percentual de aumento em relação ao período de 2019 foi de 70%. Já para o acumulado do primeiro bimestre, o crescimento foi de 57%. Fevereiro fechou com o total de 2.306.857 toneladas de cargas que, junto com a movimentação de janeiro, contabiliza 4.704.695 toneladas nos dois primeiros meses deste ano. Anteriormente, a melhor marca de fevereiro foi em 2018, quando somou 1.787.332 toneladas.

"Apesar de fevereiro ser um mês mais curto, observamos quase a mesma movimentação de janeiro que havia sido de 2.397.838 toneladas. Considerando os dois primeiros meses, o Porto de Suape caminha para fechar 2020 com novo recorde. Entretanto, com a pandemia do novo coronavírus, não sabemos como seremos afetados. Mas estamos trabalhando para minimizar qualquer impacto negativo e manter os serviços e operações do Porto funcionando normalmente, garantido o fornecimento dos produtos necessários à população", explica Leonardo Cerquinho, presidente do Porto de Suape.

Os granéis líquidos (combustíveis, GLP, óleo bruto de petróleo, etc.) mantiveram o crescimento e responderam por 77% de toda carga movimentada no porto. O total de líquidos e gases chegou a 1.746.989 toneladas contra 915.533 toneladas de fevereiro de 2019. Ou seja, um aumento de 90%. No acumulado do ano, o volume é 77% maior que o primeiro bimestre do ano passado, totalizando 3.626.010 toneladas. Parte dessa elevação se deve ao recebimento de 495.826 toneladas de petróleo bruto, representando 145% a mais do que o registrado em fevereiro de 2019.

Os demais grupos de cargas também registraram crescimento. As cargas conteinerizadas somaram 446.213 toneladas e 38.971 TEUs, apresentando alta de 16% e 11%, respectivamente, no mês. Com relação ao bimestre, o somatório chega a 917.013 toneladas e 79.573 TEUs, com percentuais de 16% e 13%, respectivamente. Os granéis sólidos encerraram fevereiro com 44.151 toneladas e aumento de 68%. O resultado foi obtido com a importação de trigo, que no mesmo período do ano passado somou 26.250 toneladas.

A carga geral solta pulou de 27.255 para 69.503 toneladas, crescendo 155%. Os embarques de 47 mil toneladas de açúcar em saco e quase 12 mil toneladas de chapas e bobinas de aço foram os responsáveis pelo incremento em fevereiro. No acumulado do ano, a carga geral solta contabiliza mais de 90 mil toneladas ante 57 mil do mesmo período de 2019, chegando a 57% de aumento.

Crescimento também na movimentação de veículos, que registrou um acréscimo de 2% em relação a fevereiro de 2019, somando 5.802 unidades. Já a atracação de navios passou de 102 embarcações para 124. No bimestre o número de navios é 13% maior, totalizando 239 embarcações.

Na navegação de longo curso, as exportações concentram o maior percentual de aumento no bimestre, registrando 352%, e as importações cresceram 22%. O total das mercadorias embarcadas para outros países somou 773.709 toneladas nos dois primeiros meses – no mesmo período de 2019 havia sido 171.284. Os produtos que chegaram de portos de outros países totalizaram 983.793 toneladas, 176.098 a mais que janeiro e fevereiro do ano passado. A cabotagem, navegação onde Suape é líder entre os portos do Brasil, cresceu 45% e atingiu 2.024.070 toneladas no bimestre.

Porto de Suape mantém funcionamento 24h por dia

Medidas de prevenção e proteção foram tomadas seguindo orientações da Anvisa

Porto de Suape Rafael Medeiros

O Porto de Suape continua operando normalmente, 24 horas por dia, durante a pandemia do novo coronavírus, para assegurar que não faltem produtos essenciais à população, como alimentos, remédios, combustível e gás de cozinha. A autoridade portuária estabeleceu medidas de prevenção e proteção à saúde dos colaboradores e trabalhadores portuários, seguindo recomendações da Anvisa e do Ministério da Saúde. Além de manter contato permanente com os órgãos e comitês de combate à COVID-19, a administração de Suape mantém diálogo com os representantes dos trabalhadores portuários e das empresas do Porto Organizado, para que medidas de prevenção possam ser alinhadas já que cada empresa é responsável por suas ações internas.

“Temos trabalhado incansavelmente para proteger a saúde de nossos colaboradores e trabalhadores portuários, ao mesmo tempo em que garantimos as operações logísticas e industriais. As medidas externas de contenção ao novo coronavírus estão alinhadas com representantes dos trabalhadores e das empresas. E nossos colaboradores internos estão totalmente engajados nesse processo, para que a empresa continue funcionado com o máximo de segurança e qualidade. Quero, inclusive, agradecer a todos os envolvidos pela dedicação e empenho”, explica Leonardo Cerquinho, presidente do Porto de Suape.

Para evitar aglomerações de trabalhadores portuários avulsos e resguardar a saúde da classe, o Porto de Suape e o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO – Suape) acordaram adotar medidas como suspensão da biometria para acessar o porto; redução da circulação das pessoas nas áreas de convivência próximas das embarcações, pátios, escadas e corredores; reforço na higienização dos ônibus que transportam os funcionários do OGMO; medição de temperatura antes da entrada nos veículos; escala eletrônica; disponibilização de álcool 70% aos trabalhadores; uso de EPI tipo máscaras conforme notas orientativas da Anvisa, entre outras.

“Não vemos a menor hipótese de parar nossas atividades, pelo contrário, estamos a todo o vapor. Os portos são imprescindíveis para a população, que já paga um preço muito alto por essa pandemia”, destaca o presidente do Sindicato dos Estivadores de Pernambuco, Josias Santiago. “O que temos feito é adotar um conjunto de medidas que ofereçam toda a segurança aos trabalhadores”.

Desde que a OMS classificou a COVID-19 como epidemia na China e, posteriormente, pandemia, o Porto de Suape vem seguindo todas as recomendações da Anvisa e do Ministério da Saúde para evitar a entrada da doença e garantir o funcionamento do porto com segurança. Até o momento, não há indicação para o fechamento de portos no Brasil. Tal decisão não cabe a governos estaduais ou municipais, sendo de competência exclusiva do Governo Federal. Os portos integram a cadeia logística e são fundamentais para garantir o abastecimento de mercadorias de primeira necessidade à população.

Na última quarta-feira (18), o Governo de Pernambuco criou o Comitê Especial de Abastecimento para monitorar o fornecimento de produtos essenciais no estado. O Porto de Suape faz parte do grupo de trabalho, que é capitaneado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, juntamente com as secretarias de Planejamento e Gestão, de Desenvolvimento Agrário e de Trabalho, Emprego e Qualificação. Também participam do comitê a Associação de Atacadistas e Distribuidores de Pernambuco (ASPA), Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ceasa-PE e Tecon Suape. Mesmo não havendo riscos de desabastecimento no estado, o comitê vai monitorar os pontos de venda e assegurar a manutenção dos itens à disposição dos consumidores.

 

PLANO DE CONTIGÊNCIA

O porto possui um Plano de Contingência e Emergência em Saúde Pública, para resposta a situações relacionadas a casos de doenças infectocontagiosas, sob acionamento e orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Anvisa. Toda a movimentação vem sendo monitorada e informada à Anvisa, que é o órgão responsável por conceder a livre prática às embarcações, ou seja, a anuência para atracação de navios nos portos, checando e atestando as condições sanitárias e de saúde do ambiente e dos tripulantes a bordo. Caso cheguem navios com relato de suspeita da doença a bordo, o porto segue o protocolo estabelecido pela Anvisa e que pode ser consultado no portal do órgão na internet.

 

CONFIRA AS MEDIDAS ADOTADAS PELA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE SUAPE

 

Plano de Contigência

- Monitoramento das embarcações provenientes de áreas endêmicas;
- Área de quarentena e cais definidos e mantidos para navios com suspeita de tripulação infectada;
- Barreira sanitária definida e equipe de limpeza e coleta de resíduos treinada;
- Equipe e ambulância em prontidão 24h, com treinamento atualizado sobre protocolos de atendimento e de uso de EPIs específicos;
- Equipes de operadores orientadas sobre as competências quanto à comunicação imediata às autoridades sobre qualquer suspeita.

 

Medidas internas adotadas para os colaboradores da administração

- Campanhas de conscientização: como limpar corretamente as mãos; importância do distanciamento social; medidas de higiene; cuidados com o uso do álcool 70%;
- Trabalho remoto para colaboradores com mais de 60 anos e aqueles considerados grupo de risco pela OMS;
- Distanciamento social dentro das salas de trabalho, elevadores e locais para refeição;
- Cancelamento de viagens, treinamentos, visitas técnicas, congressos, eventos, simulados ou qualquer outra atividade que envolva aglomeração de pessoas;
- Comunicação permanente com as empresas do Complexo de Suape, repassando informações e comunicados oficiais sobre como evitar a propagação do novo coronavírus.

Pernambuco terá hub de abastecimento de gás natural para o Nordeste com investimento de R$ 1,8 bilhão em Suape

O projeto da Golar Power Brasil, empresa do Grupo Golar – uma das maiores empresas de logística de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, vai gerar 300 novos empregos nos arredores do Complexo Industrial Portuário. Empresa mira o abastecimento às indústrias, comércio e postos de GNV/GNL de toda a região

Foto Heudes Regis 1

Consolidado como polo logístico regional, Pernambuco deu um importante passo ao estabelecer um novo hub de abastecimento de gás natural no Nordeste. E a conquista deste diferencial para a atração de novos investimentos privados será selada nesta sexta-feira (13), com a assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a Golar Power Brasil, empresa do Grupo Golar – uma das maiores empresas de logística de GNL no mundo, para a implantação de um Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape. O aporte privado será de R$ 1,8 bilhão, com perspectiva de geração de 300 empregos diretos e indiretos.

Com início de operações previsto já para o segundo semestre deste ano, o projeto prevê uma infraestrutura de suprimento de gás natural para geração de energia elétrica, além de atender demandas das indústrias, comércio, postos de GNV/GNL e residências. Para isso, a Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás) atuará em parceria com a empresa para interiorizar o gás natural em regiões do Estado que ainda não são atendidas pelas redes de distribuição tradicionais.

"A chegada da Golar Power vem fortalecer a economia de Pernambuco e ajudar na distribuição de gás a custo mais baixo para a população e empresas que adotam essa matriz energética, por meio de parceria com a Copergás. É um investimento expressivo que vai aumentar ainda mais a competitividade do nosso estado, criando ainda mais oportunidades de trabalho para os pernambucanos ", declarou o governador Paulo Câmara.

A instalação do terminal vai desenvolver a economia das cidades do interior do Estado e do Nordeste, em regiões não atendidas por gasoduto, uma vez que o fornecimento de gás natural nesses lugares será realizado por via rodoviária através de ISO-Contêineres (small scale). A Golar Power Brasil promove a interiorização do GNL no país por meio de um plano estratégico que contempla o Nordeste como região prioritária para a distribuição em pequena escala.

Segundo o CEO global da Golar Power, Eduardo Antonello, o incremento na oferta de GNL no Brasil vai promover o desenvolvimento econômico e social, gerando empregos e impulsionando a indústria. "O projeto de integração do GNL é único para toda a região, permitindo crescimento econômico e geração de empregos, além dos ganhos ambientais, extremamente compensatórios. Trata-se de uma energia mais limpa e barata, que pode ser utilizada tanto pelo setor industrial, quanto na substituição da frota atual do transporte de cargas. A conversão de caminhões a diesel pelo GNL, por exemplo, poderia reduzir o preço do frete no país, permitindo um melhor rendimento financeiro aos caminhoneiros", afirma.

Este é mais um projeto que confirma a localização estratégica e infraestrutura favorável do Porto de Suape para implantação de grandes empreendimentos e operações complexas. Suape já é o maior hub de granéis líquidos e gases do país e, agora, será um dos principais hubs de distribuição de GNL no Nordeste, com total integração dos modais marítimo e terrestre.

"Todo o complexo industrial portuário de Suape é fruto de um planejamento muito bem feito, de mais de 40 anos. E o objetivo sempre foi transformar o porto em um hub de infraestrutura para todo o Nordeste. Nós já temos a maior movimentação de cargas e concentração de centros de distribuição e de indústrias do país, conseguimos atrair até uma refinaria. Agora, com essa nova regulamentação federal do mercado do gás, surgiu a oportunidade de montarmos essa nova infraestrutura, que vai ser importante para o desenvolvimento industrial e econômico do Estado. Com esse investimento de R$ 1,8 bilhão, será possível atender a demanda de Pernambuco e de outros estados nordestinos", destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach.

Foto Heudes Regis 2

COMO SERÁ A OPERAÇÃO EM SUAPE

O terminal da Golar Power funcionará da seguinte forma: o navio de GNL Golar Mazo, com capacidade de 135 mil metros cúbicos e 290 metros de comprimento, atracará de forma permanente no Cais de Múltiplos Usos do Porto de Suape. Esta embarcação funcionará como supridor para abastecimento de isotanques (tipo de contêiner em forma de cisterna) montados em caminhões. Estes veículos, por sua vez, farão a distribuição para cidades num raio de até mil quilômetros. O escoamento por caminhão chegará a um volume de 800 m3 de GNL/dia, o que equivale a, aproximadamente, 480 mil m3 de gás natural por dia.

A distribuição de GNL também será feita a partir de Suape para outros estados do Brasil, por meio de cabotagem. O navio criogênico de pequeno porte Grupo Golar será abastecido por transbordo e utilizado no transporte do GNL para outros portos da região. A embarcação possui 123 metros de comprimento e capacidade de armazenamento em cada operação de 7,5 mil m3 de GNL, equivalentes a 4,5 milhões de m3 de gás em estado natural.

GNL INCREMENTARÁ CARGAS NO COMPLEXO

Com o novo terminal, a expectativa é de aumentar a movimentação de cargas em mais de 500 mil toneladas por ano em Suape. Se considerarmos os planos futuros da Golar, de realizar suprimento a projetos termelétricos e às distribuidoras de gás natural conectadas a rede de gasodutos, este volume pode triplicar. O GNL utilizado nas operações poderá ser importado do Catar, Nigéria, Golfo do México ou Trinidade e Tobago. Em um horizonte de cinco a oito anos, poderia até mesmo ser produzido no Brasil a partir da liquefação da produção doméstica de gás natural e distribuído ao longo de toda a costa brasileira também por cabotagem.

"Além de fomentar a economia de Pernambuco, gerando emprego e renda para a população, a implantação do terminal de GNL no Porto de Suape reforça a nossa vocação como hub port no Nordeste. Atualmente, Suape é líder em granéis líquidos e gases do país. Em 2019, alcançamos o recorde histórico em movimentação de cargas, chegando à marca de 23,8 milhões de toneladas, das quais 74% foram líquidos e gases. Para 2020, estamos trabalhando fortemente para fazer outros anúncios deste porte, confirmando que Suape está numa curva de crescimento e de grandes investimentos", comenta o presidente do Complexo de Suape, Leonardo Cerquinho.

COPERGÁS ATUARÁ NA INTERIORIZAÇÃO

O Projeto Rede Local da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), em parceria com a Golar Power, tem o objetivo de interiorizar o gás natural em regiões do Estado que ainda não são atendidas pelas redes de distribuição tradicionais. O fornecimento da Golar incluirá a instalação de equipamentos necessários à regaseificação do produto, operação, manutenção e assistência técnica necessárias à entrega do gás natural nestas localidades.

Petrolina, no Sertão do São Francisco, e Garanhuns, no Agreste Meridional, serão as primeiras cidades a serem atendidas pela rede local. A Copergás construirá a estação de distribuição e as redes que vão fornecer o combustível dentro dos dois municípios. O total dos investimentos nesses projetos é de R$ 15,9 milhões, sendo R$ 3,2 milhões em 2020 e o restante em 2021.

"Esse acordo com a Golar vai implementar aquela que é a prioridade do Governo Paulo Câmara e da Copergás: interiorizar a distribuição do gás natural, aumentando nossa competitividade e ajudando na atração de novos empreendimentos para o Estado. Além de mais econômico e seguro, o GN é mais sustentável que outros combustíveis. Essas vantagens estarão disponíveis para um número maior de pernambucanas e pernambucanos", afirma o diretor-presidente da Copergás, André Campos.

O Projeto Petrolina será dividido em duas fases. A Fase 1 atenderá o Distrito Industrial de Petrolina, incluindo a construção de uma estação de regaseificação do GNL (transformação do gás natural líquido para a forma gasosa), uma estação de medição, redução de pressão e odorização do gás e da construção de 6,80 Km de redes de distribuição de gás natural através de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD). Serão atendidos os clientes Industriais e Postos de GNV, sendo os investimentos estimados em R$ 3,2 milhões. A previsão é a de distribuir o gás até o final deste ano.

A Fase 2, por sua vez, levará a rede de distribuição de gás natural, a partir do Distrito Industrial, para a Orla, o centro da cidade e também na direção do aeroporto. Essa expansão visa atingir os segmentos residenciais, comerciais, veicular e indústrias situadas fora daquela localidade. A construção compreenderá a instalação de aproximadamente 30 quilômetros de redes de distribuição de gás natural através de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), com investimento previsto de R$ 9,3 milhões com um cronograma de execução de 12 meses, projetado para iniciar em fevereiro de 2021.

Em Garanhuns, serão construídos uma estação de regaseificação do GNL (transformação do gás natural líquido para a forma gasosa), uma estação de medição, redução de pressão e odorização do gás e da construção de redes de distribuição de gás natural através de tubos de Polietileno de Alta Densidade. Serão atendidos os clientes Industriais e Postos de GNV. Restaurantes e hotéis estão previstos em uma segunda fase. O investimento previsto é de R$ 3,4 milhões com um cronograma de execução de seis meses, a partir do próximo semestre.

Foto Heudes Regis 3

SOBRE A GOLAR POWER

A Golar Power é uma joint venture formada entre a norueguesa Golar LNG e o fundo Stonepeak Infrastructure Partners, dedicada ao desenvolvimento de projetos integrados de terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) e geração de energia. Trata-se de uma das principais empresas de logística de gás natural liquefeito do mundo. É a única a operar com GNL de forma integrada à geração de energia elétrica nos seus três segmentos: upstream (liquefação flutuante de gás natural), midstream (transporte marítimo e rodoviário) e downstream (regaseificação e fornecimento de gás às diversas modalidades de cliente final).

SOBRE O GNL

O Gás Natural Liquefeito (GNL) é o gás natural que passou por um processo de refrigeração em temperaturas muito baixas (resfriamento do gás a -162oC, com redução de volume da ordem de 600 vezes), a ponto de mudar para a fase líquida. Isso facilita o transporte e armazenamento do combustível de forma mais segura, pois não necessita de altas pressões. O GNL tem custos mais competitivos quando comparado ao GLP, óleo combustível, diesel, álcool e gasolina. É adotado como solução energética eficiente em diversos segmentos industriais.

Governo de Pernambuco cria comitê especial para monitorar abastecimento de alimentos e produtos essenciais

O Porto de Suape participa desse comitê

Porto de Suape Rafael Medeiros original

Apesar da garantia dos produtores de que não haverá desabastecimento no Estado, o fornecimento de alimentos e produtos essenciais aos supermercados, farmácias e demais estabelecimentos passou a ser monitorado, nesta quinta-feira (19), por um grupo de trabalho, que tem o Complexo Industrial Portuário de Suape entre seus integrantes. O Comitê Especial de Abastecimento foi criado pelo Governo do Estado, em meio às ações de enfrentamento ao coronavírus, e tem como membros as principais entidades representativas da indústria e do comércio estaduais. O objetivo é garantir que a logística de fornecimento dos produtos siga dentro da normalidade até os pontos de venda ao consumidor final.

O grupo de trabalho é capitaneado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, juntamente com as secretarias de Planejamento e Gestão, de Desenvolvimento Agrário e de Trabalho, Emprego e Qualificação. Entre os membros também estão a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-PE), a Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa), a Associação Pernambucana de Supermercados (Apes) e a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife).

Representantes do setor produtivo recomendam à população que mantenha a rotina habitual de compras, sem a necessidade de estoque e obedecendo às orientações preventivas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no que diz respeito aos cuidados em ambientes públicos. Isso porque não há riscos de desabastecimento no Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, explica que o Comitê Especial de Abastecimento funcionará como base de dados para o Comitê Estadual Socioeconômico de Enfrentamento à Covid-19, implementado pelo governador Paulo Câmara por meio de decreto (n° 48.810), publicado no dia 16 de março. O objetivo é que o abastecimento ao comércio em todos os níveis, envolvendo diversos segmentos, ocorra de forma estruturada e perene enquanto durar a crise provocada pela disseminação da Covid-19 no País.

A rotina do agronegócio, cujos produtos são mais perecíveis e sensíveis a variações de preço, será igualmente acompanhada pelo novo grupo de trabalho. “Estamos em fase de enfrentamento a um problema global. Ainda que o abastecimento não esteja sendo comprometido nesse momento, precisamos monitorar, pois não há precedentes de eventualidades desse perfil. Caso surjam os problemas, as respostas precisam ser imediatas”, reforça Schwambach.

Todos os agentes do comitê fornecerão atualizações dos seus setores, para que seja acompanhada a oferta de produtos nas gôndolas em todo território pernambucano, assim como o fornecimento de insumos à indústria local, inclusive o desembaraço de cargas importadas.

Para o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho, a soma de esforços trará resultados positivos. "Juntos, vamos trabalhar para garantir que a logística de fornecimento dos produtos siga dentro da normalidade até os pontos de venda e ao consumidor final", disse.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico/Governo do Estado

Empresa Ziranlog aporta no Complexo Industrial Portuário de Suape

São, ao total, 95 vagas de empregos diretos e 120 indiretos

Foto PixaBay

Com investimento R$ 15,5 milhões, a empresa Ziranlog, do grupo Ziran, acaba de aportar no Complexo Industrial Portuário de Suape. Gerando 95 empregos diretos e 120 indiretos, a operadora logística está localizada na Zona Industrial, com 5,6676 hectares de área. A Ziranlog armazena e transporta contêineres e, em Suape, vai atender diretamente importadores e exportadores do Porto, reforçando os prestadores de serviço no núcleo de apoio logístico do Complexo.

Original do Rio de Janeiro, a Ziranlog conta com outras cinco filiais espalhadas pelo Brasil: Guarulhos, Betim, Itaguaí, Vila Velha e Salvador. Há 17 anos no mercado, a unidade de Suape tem capacidade para armazenar até 15 mil TEUs (do inglês Twenty-foot Equivalent Unit - unidade equivalente a 20 pés). A empresa tem área total de 56.676 metros quadrados, sendo 54 mil metros quadrados de pátio e 2 mil metros quadrados de instalações físicas (escritórios). O pátio de contêiner também possui tomadas para contêiner reefer (usado no transporte de mercadorias sensíveis à temperatura).

"A chegada da Ziranlog no Complexo de Suape fortalece o segmento de transportadoras de contêineres e armazenamento, integrando a cadeia logística de Pernambuco", afirma Luiz Alberto Barros, Diretor de Desenvolvimento de Negócios.

"Queremos, além de entregar o melhor para os nossos clientes, participar desse cenário em Pernambuco que só faz evoluir, contribuindo também para que o Porto de Suape cresça cada vez mais. As expectativas são as melhores para esse início de parceria", destacou Admar Pereira, CEO da Ziranlog.

Foto PixaBay

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