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Secretários de Ipojuca tomam posse no Conselho da Autoridade Portuária de Suape

DSC02184Por Grace Souza

A 34ª Reunião Ordinária do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) de Suape foi marcada pela posse dos secretários de Ipojuca, Romero Sales (Governo) e Maurison da Costa Gomes (Finanças), como conselheiros titular e suplente, respectivamente, representando o município no colegiado. Outros assuntos também foram discutidos no encontro, como a apresentação dos indicadores de resultado do Planejamento Estratégico, em fase final de implementação pela administração do Complexo Industrial Portuário de Suape, que ficou a cargo do vice-presidente, Marcelo Bruto.

O executivo ainda mostrou o andamento da revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Suape (PDZ), cujo produto final deve ficar pronto até o fim do ano. Os conselheiros também foram informados sobre a obra de dragagem do canal de acesso ao estaleiro Vard Promar. O coordenador de obras da Diretoria de Engenharia de Suape, Elmano Moraes, explicou as etapas da dragagem, bem como o cronograma de execução.

Coube ao diretor de Gestão Portuária, Paulo Coimbra, apresentar os últimos números da movimentação de cargas, relativos ao mês de setembro, que teve a melhor marca do ano. Suape apresentou crescimento de 9% nas suas operações no período. Foram 2.118.030 de toneladas de produtos, ante 1.942.437 de toneladas em setembro de 2016. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado foi impulsionado pela movimentação dos granéis líquidos, com 1.608.550 toneladas dos produtos que chegaram e saíram por Suape. O alcance representou o crescimento de 3% em relação a setembro de 2016, quando este tipo de carga registrou 1.552.997 de toneladas. Também a melhor marca de 2017.

Para finalizar a reunião, o presidente do CAP, Eduardo Nina, fez uma explanação sobre a metodologia e cronologia da atualização do Plano Mestre de Suape, que está sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Portos, vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. O próximo encontro dos conselheiros deve acontecer no dia 12 de dezembro deste ano.

Sobre o CAP - O Conselho da Autoridade Portuária (CAP) é um órgão consultivo da administração do porto, instituído em todos os portos organizados por força do art. 20 da Lei n° 12.815, de 5 de junho de 2013, com as competências fixadas no art. 36 do Decreto nº 8.033, de 27 de junho de 2013. É composto por três grupos: poder público, empresários e trabalhadores portuários, que possuem membros titulares e suplentes, reunindo-se periodicamente para sugerir políticas ao porto.

Famílias recebem lotes de terra nos engenhos Sacambu e Ximenes

 

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Por Jéssica Lima

A administração de Suape realizou na manhã de terça-feira (7/11), o sorteio de lotes de terras destinados aos ex-moradores das zonas industriais ou de preservação ecológica do Complexo Industrial Portuário de Suape. Estiveram presentes no sorteio 25 famílias, ex-moradores da antiga Fazenda dos Trabalhadores, que compreendia os engenhos Pirajá, Tabatinga, Arendepe, Penderema, Conceição Nova e Bita. A implantação de assentamentos de Suape faz parte da política de gestão fundiária da administração do Complexo que, além de atender os agricultores, apresenta uma opção aos ex-moradores com perfil urbano: o Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete.

Do total de famílias participantes da ação, oito foram destinadas para lotes situados no engenho Sacambu, no Cabo de Santo Agostinho; outras três para lotes no engenho Ximenes, em Barreiros e, três optaram por ganhar uma casa do Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete. As 11 famílias restantes ainda irão decidir se querem morar na zona rural ou se optarão por ir para a zona urbana, integrando as famílias residentes do habitacional.

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Cada família receberá uma gleba de 5 hectares nos assentamentos. Os engenhos Sacambu, e Ximenes contam com área total de 457 hectares e 1.100 hectares, respectivamente. A dona de casa e agricultora Miriam Maria da Silva chorou ao sorteada entre e conquistar um dos terrenos do engenho Sacambu. “Eu morei 29 anos no engenho Tiriri. Hoje eu moro no Engenho Barbalho, no Cabo de Santo Agostinho mas, minha casa é pequena. É uma benção receber este terreno. Vou plantar banana, macaxeira e cana. Moro com meu esposo e meus seis filhos. Agora vou criá-los em Sacambu. Hoje minha vida é acordar e assistir televisão. Agora vou acordar plantar, e ganhar dinheiro com a lavoura. É um novo começo para todos nós”, comemorou.

No total, os projetos sociais de Suape já beneficiaram mais de 700 famílias. Destas, 126 receberam lotes de terra em Barreiros, 56 em Sacambu e outras 490 receberão uma casa no Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete.  “A minha alegria é enorme em ver bons desfechos para essas famílias. Suape se comprometeu com essas histórias de vida. É um trabalho árduo que envolve toda a equipe da diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio, com o cadastramento, o acompanhamento de cada etapa e, por fim a entrega dos terrenos. Estamos satisfeitos com mais esta etapa concluída”, comentou, Sebastião Pereira Lima, diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio.

Localfrio anuncia novo CEO

Marcelo Schmitt CEO Localfrio NOV 2017O engenheiro naval e administrador de empresas Marcelo Schmitt é o novo CEO da Localfrio, empresa que há mais de 60 anos presta serviços em logística especializada nos principais portos e centros de distribuição do Brasil, incluindo o Complexo Industrial Portuário de Suape. Com mais de 25 anos de carreira desenvolvida em diferentes países da América Latina e Europa, tanto na indústria quanto em Operadores Logísticos, o novo CEO tem 50 anos e retorna da Holanda onde ocupava até então a direção de Supply Chain e Procurement da Apollo Vredestein na Europa, tradicional empresa fabricante de pneus. Schmitt é também o atual presidente do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) no Brasil.

Com destacada atuação em operações logísticas em todo o Brasil graças à sua expertise em movimentação, manuseio, armazenagem e transporte de cargas secas e frigorificadas, a Localfrio terá o comando de Schmitt em um momento em que as exportações brasileiras estão registrando um reaquecimento importante, assim como uma esperada retomada da economia doméstica e importação em bens que requerem especialização como perecíveis, farmacêuticos e químicos.

“Estou muito contente em assumir o convite para liderar a Localfrio, uma empresa emblemática e líder no cenário portuário e logístico do País, e trazer minha experiência acumulada como embarcador no posicionamento de valor de excelência operacional e especialização que queremos oferecer aos nossos clientes. Nesses períodos de grandes desafios que o Brasil tem atravessado, estamos seguros de ser o parceiro certo na busca pela eficiência e serviços diferenciados que as empresas precisam para continuar vencendo e liderando”.  

Marcelo Schmitt é engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) onde foi também professor convidado entre os anos de 2001 e 2016. Sua formação inclui ainda um MBA em Administração e Economia Empresarial na Fundação Getúlio Vargas.

O executivo passou por cargos de liderança em empresas nos setores automotivo, químico e farmacêutico, siderurgia, trading e operadores logísticos. Ocupou cargos de diretoria de supply chain e operações para o Brasil e América Latina na Goodyear, BASF , Gerdau e Noble , assim como de diretor superintendente na Elog Logística e diferentes cargos na Ipiranga Petróleo.

SOBRE A LOCALFRIO
A Localfrio opera há mais de 60 anos, de Norte a Sul, nos principais portos do Brasil. São sete unidades de negócios referência em todo o país, com profissionais especializados e tecnologia de ponta para soluções integradas e customizadas em movimentação, manuseio e armazenagem de cargas secas e frigorificadas, soltas e conteinerizadas, paletização, etiquetagem, estufagem, peação, além de planejamento e transportes. A empresa tem o know how e qualidade em todos os tipos de cargas, adaptando-se aos diversos segmentos, oferecendo serviços integrados em terminal alfandegado, armazém geral, transporte e armazém frigorífico.

*Com informações da Localfrio

Suape completa 39 anos de história com os olhos voltados para o futuro

DJI 0010Por Grace Souza

Suape completa, nesta terça-feira (07), 39 anos de uma história construída com o suor de muitos pernambucanos que lutaram para ver nascer um porto industrial no Estado. Quase quatro décadas depois, é notável a consolidação da zona industrial, abrigando fábricas de diversos setores que contribuem significativamente para o crescimento econômico de Pernambuco. O Porto de Suape, o mais importante e estratégico das regiões Norte e Nordeste, acumula recordes de movimentação de cargas ao longo dos últimos anos, firmando-se entre os principais atracadouros do país.

O porto-indústria abriga 100 empreendimentos instalados ou em fase de implantação, que geram mais de 18 mil empregos diretos. Outras indústrias e grandes projetos estão a caminho. O Aché Laboratório Farmacêutico vai instalar a maior fábrica do grupo no Complexo de Suape, com aporte de R$ 500 milhões, o maior anúncio de investimento privado no Brasil no ano passado. Serão 500 empregos diretos e 2,5 mil indiretos. O segundo terminal de contêineres (Tecon 2) está bem próximo de tornar-se uma realidade, com previsão de investimento da iniciativa privada da ordem de R$ 1 bilhão. Com a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), o projeto agora aguarda os trâmites do governo federal e deve estar no mercado no ano que vem.

Outros projetos devem ser concluídos em breve. É o caso dos parques de tancagem da Pandenor e da Decal, que já receberam autorização para ampliação através do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo federal, o que deverá aumentar de forma expressiva a movimentação de graneis líquidos no Porto de Suape. O mesmo PPI também contemplou a ampliação do Terminal de Açúcar da Agrovia, que passará a movimentar outros grãos. Um investimento de R$ 40 milhões que trará novas oportunidades de negócios.

Suape também já recebeu as propostas dos interessados em explorar o truck center, pátio de caminhões com 500 vagas estáticas e infraestrutura necessária para reduzir o tempo de descarregamento e embarque das cargas provenientes dos terminais localizados no porto. Há, ainda, uma série de outros projetos que devem sair do papel, como o terminal de regaseificação, o arrendamento do pátio de veículos e o terminal de minérios, que depende da conclusão da ferrovia Transnordestina.

Tudo isso mostra a importância e o potencial de Suape para o Estado e as regiões Norte e Nordeste. Em 2016, o porto fechou o ano com o recorde de 22,74 milhões de toneladas de cargas movimentadas, crescendo quase 15% em relação ao ano anterior. Essa taxa foi a maior entre os 10 maiores portos públicos do país, o que alavancou Suape para a 5ª posição no ranking nacional de movimentação de cargas. Este ano, os contêineres cresceram 22% no período de janeiro a setembro, um dos maiores recordes já registrados desde o início da operação do Tecon Suape em 2002.

“Seguimos aguardando a tão almejada devolução da nossa autonomia para que possamos tocar, com a rapidez que o momento requer, os projetos que ficaram estagnados desde a sanção da Lei dos Portos em 2013. Enquanto isso, seguimos planejando o nosso futuro. É primordial que tenhamos a estrutura pronta que, aliada à qualidade de nossa mão de obra, fruto de maciços investimentos do governo Paulo Câmara em educação, nos permitirá continuar a receber grandes empreendimentos”, ponderou o presidente de Suape, Marcos Baptista.

Suape também cuida das pessoas e do meio ambiente. Mais de mil hectares de mata atlântica, restinga e mangue estão em processo de recuperação, dentro de sua Zona de Preservação Ecológica, que possui 59% dos 13,5 mil hectares do território. O maior projeto habitacional em construção no Estado está sendo erguido no Complexo. Mais de 2,6 mil famílias serão beneficiadas com uma residência num local com infraestrutura e próximo de serviços públicos, como posto de saúde, transporte e escolas.

Olhando o passado e visando o futuro, o Complexo Industrial Portuário de Suape está colhendo os frutos do esforço do povo pernambucano e dos governos que acreditaram no potencial deste grande ativo da economia do Estado. “Por tudo isso, acreditamos que o futuro reserva tempos ainda melhores para o nosso complexo, ratificando sua vocação de ser um dos melhores ambientes de negócios do Brasil”, acrescentou o presidente Marcos Baptista.

Confira o depoimento de alguns colaboradores que dedicaram parte da sua vida aos 39 anos de Suape:

“Em 38 anos que trabalho aqui, entrei como estagiária, me tornei funcionária, fui chefe de divisão, gerente, assessora de comunicação e coordenadora de RH. Casei, tive minha filha, a criei e a eduquei. Ela também passou por aqui, onde conseguiu seu primeiro estágio e, depois de um tempo, conseguiu se formar. Recentemente, vi minha filha casando, sonho que conseguimos realizar graças ao meu trabalho em Suape”. - Glauce Maria Albuquerque de Melo, relações públicas.


“Posso dizer que Suape me possibilitou dar uma vida de qualidade aos meus filhos, boa educação e hoje eles são formados e independentes. Sou avó de um menino e aguardo a chegada do meu segundo netinho. Sempre mantive o bom humor mesmo nas adversidades, tentando manter um ambiente de trabalho mais agradável. Sou muito grata a Suape pelas minhas conquistas”. – Marinalva Araújo, técnica em administração.


“Comecei em Suape em 1980. Criei e eduquei sete filhos. Sem estudos, comecei a trabalhar no alojamento em Massangana, depois no Centro Administrativo, onde passei a integrar a equipe da Estação de Tratamento de Água. Também passei pela área portuária e retornei ao centro, onde trabalho até hoje. Aqui em Suape aprendi a ler e a escrever, eduquei meus filhos, que hoje estão formados, e consegui comprar a minha casa própria. Graças a Deus, à minha dedicação, ao trabalho e aos esforços, conquistei minha independência”. – Creuza Luzia de Paula, auxiliar operacional.

 

Curiosidades: No Halloween, professor relembra histórias sobrenaturais do mundo dos mares

HalloweenPor Priscila D'arc

No dia 31 de outubro é celebrado o Halloween, conhecido no Brasil como Dia das Bruxas. A data é bastante popular nos países do Hemisfério Norte, mas a cada ano, histórias macabras sobre casas abandonadas, fantasmas ou bonecas que acordam no meio da noite, ganham mais força no Brasil. De acordo, com o professor de História Everaldo Chaves, os mares também têm os seus mistérios. Quem navega diariamente pelos oceanos de todo o mundo, conhece histórias que envolvem navios fantasmas e até tripulações amaldiçoadas.

Os funcionários mais antigos do Porto de Suape revelam que, durante os 39 anos de existência do atracadouro, jamais viram ou ouviram relatos que indiquem a presença de registros dessa natureza. Fora de Suape, no entanto, o mundo dos mares é cercado de lendas que envolvem o “sobrenatural”.

Um dos casos mais conhecidos é do “Holandês Voador”. A embarcação foi até protagonista do filme Piratas do Caribe. Sua história gira em torno do mau comportamento do capitão Hendrick Van Der Deckene. Alcoolizado, ele desafiou os céus e foi amaldiçoado junto com a embarcação e sua tripulação. Desde então, todos eles vagam pelos mares do mundo sem poder atracar em nenhum porto.

Apesar da famosa embarcação mal-assombrada ser holandesa, quem é fã do terror marítimo deve sair do continente europeu e partir para o outro lado mundo. “Ao que tudo indica, as Filipinas possuem a maior concentração dessas histórias”, disse o professor Everaldo Chaves. Uma delas data do ano passado. Um Iate foi encontrado à deriva nas Filipinas. Dentro dele, havia um corpo sentado à mesa na sala de rádio do barco. O mais estranho é que o cadáver estava mumificado e não se sabe exatamente o porquê. Posteriormente, a múmia foi identificada como Manfred Fritz Bajorat, alemão que saiu em expedição há 20 anos pelo mundo e estava desaparecido desde então.

Em 2015, um navio foi encontrado à deriva na costa japonesa com toda a tripulação morta e seus corpos apodrecendo no convés. A única informação que se sabe sobre a embarcação é que pode ter origem norte-coreana, já que restos da bandeira do país foram encontrados junto aos corpos. Entre os anos de 2013 e 2015, o Japão registrou o aparecimento de 157 barcos-fantasmas e sem tripulação.

No Brasil, a vasta costa litorânea carrega mais de 20 mil navios naufragados e que dão margens à criatividade dos marinheiros. O caso mais recente é do barco Baraka, que apareceu misteriosamente na praia do município de Cedral, a 193 km de São Luís, capital do Maranhão. O número do registro da embarcação é a única informação que se tem sobre o Baraka e que está ajudando a marinha nas investigações sobre a origem do barco que até então não foi identificada. A identidade da tripulação também é desconhecida.

Os mistérios do mar não param por aí, podendo chegar até os portos. “O antigo Estaleiro de Shalom, no Porto de Itaqui (MA), é o caso mais conhecido de uma região portuária brasileira mal-assombrada”, destacou o professor Everaldo. As instalações do Estaleiro de Shalom foram abandonadas por problemas financeiros e a empresa foi obrigada a fechar. Um navio de contêiner em construção permanece no local até hoje e alimenta a criatividade de quem passa pela região. No Youtube é possível encontrar vídeos com relatos de pessoas que acreditam escutar gritos e barulhos que vêm da embarcação.

A revista Mundo Estanho fez uma publicação sobre os casos mais assustadores de navios-fantasmas. No texto, o professor Alexandre Monteiro, especialista no tema e professor do Instituto de Arqueologia e Paleocênicas da Universidade Nova Lisboa, afirma que, com o tempo, a expressão "navio-fantasma" ganhou vários significados. No caso das embarcações que são encontradas sem tripulações, pode ser o resultado de alguma rebelião, ataques ou até epidemias. Com ou sem evidências, ninguém sabe ao certo o que leva esses navios a estarem abandonados navegando sozinhos por aí.

Sereias, sirenas e nereias
Metade mulher e metade peixe, as sereias são comumente conhecidas como criaturas que enfeitiçam marinheiros com seu canto para depois matá-los. Segundo o professor Everaldo Chaves, sobre o ser mitológico existe uma grande confusão. A palavra “sereia” ou “sirenas” na verdade era a forma na mitologia grega de chamar as mulheres-pássaros, que com metade do corpo de pássaro eram conhecidas como assassinas.

“As mulheres que tinham um corpo de peixe eram as nereias, as ninfas do mar, que hoje chamamos de sereias. Na maioria das vezes, as nereias são retratadas como mulheres mesmo, com pernas, que vivem nuas nos mares e nos rios, mas em algumas ocasiões começaram a ser conhecidas com cauda de peixe, ou pelo menos os pés com esse formato”, explicou.

A confusão acontece, pois as nereias eram tidas como mulheres bonitas e que possuíam um canto belíssimo como as sirenas, porém não mortais. “A diferença mais comum do canto das sereias para as sirenas é que as sereias (ou nereias) utilizavam apenas a própria voz para cantar e acalmar ou enfurecer as ondas, já as sirenas utilizam-se de liras e harpas e cantavam apenas para matar os humanos. As sereias (ou nereias) são filhas da oceânica Dóris com o deus Nereu, o ancião dos mares. Pouca gente conhece esse deus, ele é anterior a Poseidon”, concluiu Everaldo.

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