Diretoria da Valec faz visita técnica ao Porto de Suape




Evento totalmente gratuito oferece diversos serviços de cuidados com a saúde para caminhoneiros, trabalhadores portuários e visitantes

Na próxima quinta-feira (26/11), o Porto de Suape vai receber a 3a edição do Saúde nos Portos, evento realizado nos portos brasileiros pelo Ministério da Infraestrutura, por meio da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), e pelo Serviço Social do Transporte (SEST/SENAT). Das 8h às 15h, no Pátio Externo do Tecon Suape, os trabalhadores e operadores portuários, profissionais do setor de transporte e visitantes poderão realizar exames importantes para a detecção e prevenção de doenças, como: teste de glicose, testes rápidos de DST, vacinação (Hepatite B, Difteria e Tétano, Tríplice Viral e Febre Amarela), aferição de pressão, saúde bucal, dicas sobre saúde mental, nutrição e fisioterapia, entre outros.
Além de promover a conscientização entre esses trabalhadores sobre a importância de cuidar da própria saúde, o evento também oferece serviços como massoterapia, ginástica laboral, orientação de trânsito e campanhas educativas. Novembro foi escolhido porque é um mês importante no calendário da saúde, quando se realiza a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata. O Saúde nos Portos tem apoio do Porto de Suape, da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Nordeste (FETRACAN), do Programa DESPOLUIR, da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, da Prefeitura do Ipojuca e da Secretaria de Saúde de Pernambuco.
A meta dos organizadores é realizar 12 mil atendimentos em 20 portos brasileiros. Em 2020, o Saúde nos Portos já passou por Vitória, Rio Grande e Itaqui. Os próximos portos a receber o evento ainda neste ano serão Itajaí e Paranaguá. Já Vila do Conde, Cabedelo, Aratu, Itaguaí, Santos, São Sebastião, Manaus, Aratu, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Rio de Janeiro e Porto Alegre entraram na segunda e terceira etapas, previstas para fevereiro e abril de 2021.
"Pela terceira vez, o Porto de Suape participa do Saúde nos Portos, um evento de grande importância que leva para a comunidade portuária serviços de saúde. Os caminhoneiros e trabalhadores portuários são a espinha dorsal da atividade portuária, essencial para manter funcionando toda a logística de abastecimento para a sociedade. É fundamental que esses profissionais cuidem da saúde, detectando e prevenindo doenças, e o Saúde nos Portos é uma iniciativa que permite isso", comenta Carlos Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape.
Aumento da demanda pelo produto e infraestrutura do porto favorecem a instalação de um novo terminal.

O Porto de Suape abriu edital de chamamento público para que pessoas ou empresas doem estudos necessários para implantação de um novo terminal de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, o gás de cozinha). O processo foi publicado no Diário Oficial do Estado e no site de Suape (www.suape.pe.gov.br), na quarta-feira (18) e a entrega pode ocorrer em até 30 dias corridos, a contar da publicação. O terminal será implantado em uma área de 82 mil metros quadrados, no Porto Organizado, servida por tubovia e onde já existem operadores de granéis líquidos derivados de petróleo. A demanda crescente pelo produto e as características que fazem de Suape um hub de granéis líquidos, incluindo o GLP, justificam a necessidade de um novo terminal.
Conforme dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), cerca de 30% do GLP consumido no País é importado e quase todo o volume de importação do produto entra pelo Porto de Suape, que abastece o Nordeste (com exceção da Bahia), parte do Norte e do Sudeste. De janeiro a setembro de 2020, o GLP teve um crescimento de 2,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, somando 1.633.606 toneladas movimentadas, com destaque para os desembarques que registraram alta de 4,71%. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), no mesmo período, o Brasil consumiu mais de 5 milhões de toneladas do produto, com o Nordeste concentrando 25% dessa demanda.

Suape possui uma tancagem de GLP com 7,5 mil toneladas em terra e 45 mil toneladas em um navio cisterna que fica nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), com disponibilidade de área para expansão do parque. O gás é recebido pelo Transpetro, que recebe e armazena, distribuindo para as envasadoras instaladas no porto que fornecem para o cliente final. Operam como envasadoras em Suape as empresas Nacional Gás, Liquigás, Ultragás/Bahiana, Supergasbras e Copagaz.
"O novo terminal irá receber, armazenar e distribuir o GLP, atendendo à demanda dos consumidores do Nordeste, por via rodoviária, e enviando para outras regiões do país por cabotagem. Além da localização e infraestrutura, Suape é um dos principais polos de distribuição do país, com destaque para os líquidos e gases. Esses estudos são necessários para definirmos a melhor modelagem para o arrendamento da área", explica o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho.
Os estudos do novo terminal devem abranger, ao menos, as atividades de análises de mercado de GLP no Brasil e no mundo; produtos e serviços da empresa do setor de gás; receita, projeções de custo e investimentos; rentabilidade, concorrências e vantagens sobre a mesma; taxa de consumo dos clientes; taxa interna de retorno; fluxo de caixa; tendências do ramo de atuação; capital de giro; valor presente líquido; mão de obra necessária; payback; faturamento, e estudo detalhado dos terminais de GLP em outros portos.
A doação também contempla estudos que serão usados para a modelagem do projeto: estudos de mercado; estudos de engenharia; estudos de modelagem operacional; estudos e avaliações ambientais; estudos de avaliação econômico-financeira, e estudos de modelagem jurídica.

Com o tema Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Coordenadoria de Compliance de Suape iniciou, nesta segunda-feira (23), a Semana do Compliance Suape 2020. O evento acontece anualmente, porém, nesta edição, por conta da pandemia da Covid-19, foi realizado 100% online pela plataforma Google Meet, reunindo colaboradores de Suape e convidados. A LGPD (Lei Federal n° 13.709/18) regulamenta a forma de tratamento de dados pessoais dentro e fora do ambiente virtual. A legislação deve ser seguida por todos os colabores da empresa e já está em vigor, mas a penalização às empresas que não cumprirem as determinações acontecerá a partir de agosto de 2021.
A abertura foi feita pelo presidente de Suape, Leonardo Cerquinho, e a mediação realizada pela coordenadora de Compliance, Fabiana Maranhão. "Esse é um tema que a gente leva com a maior seriedade. Estamos trabalhando e evoluindo bem para alcançarmos todas as adequações necessárias. Acreditamos que o compliance é mais do que necessário e de grande importância para que possamos atingir os nossos objetivos enquanto empresa, já que Suape é um instrumento de desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco", pontuou Cerquinho.
A primeira palestra da tarde foi conduzida pela secretária da Controladoria Geral do Estado e ouvidora, Érika Lacet, que explicou aos colaboradores a "Visão do Estado sobre a Adequação das Estatais à Lei". Em sua apresentação, Érika lembrou que a implantação da LGPD dentro das empresas é um grande desafio. "A adequação da LGPD partirá de toda a empresa e isso é um processo que acontecerá a longo prazo", disse.
Em seguida, o gestor Governamental de Controle Interno da SCGE, Renato Cirne, abordou o tema "Qual o papel do Controle Interno perante os órgãos e empresas estaduais na aplicação da LGPD?". Cirne destacou a importância da empresa conhecer os seus processos para a adequação da LGPD, uma vez que o reconhecimento desses documentos facilitará a adequação de cada setor. "Para o monitoramento da política no Estado, enxergamos dois vieses: a conformidade e toda a parte de integridade que cabe ao Compliance e também a parte de performance, que caberá à LGPD propriamente dita. Esses dois canais precisam estar em equilíbrio", disse. Renato ainda pontuou a importância de uma equipe multidisciplinar para a implementação da lei na empresa, como os setores de tecnologia e jurídico, que precisam estar em conformidade com os colaboradores.
Finalizando a programação, o diretor de Administração e Finanças de Suape, Dilermano Brito, apresentou a trilha de trabalho do Comitê LGPD, criado na empresa Suape em fevereiro deste ano. Segundo o diretor, a cultura do LGPD já está implantada. Ele mostrou as etapas construídas a partir de um diagnóstico da empresa, onde foram avaliados 160 itens.
Já foram publicados a Política da Segurança da Informação (http://www.suape.pe.gov.br/images/institucional/transparencia/compliance/politicas/PSI-POLITICA-DE-SEGURANCA-DA-INFORMACAO-SUAPE-2020.pdf ) e o Termo de Uso e Política de Privacidade do site institucional de Suape (http://www.suape.pe.gov.br/pt/termos-de-uso-e-politica-de-privacidade). Os colaboradores também já participaram de um treinamento no mês de outubro sobre o tema. "Agora, vamos iniciar a fase do mapeamento dos fluxos pessoais, onde precisamos rever todos os nossos processos, incluindo os de sistema físico, como fichas cadastrais e até um simples currículo que é enviado", explicou Dilermano.
Esse foi o segundo treinamento da empresa, em adequação à norma que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Ainda este ano, outros treinamentos sobre a LGPD acontecerão. A Semana do Compliance termina no dia 25/11 e também irá abordar temas como diversidade, inclusão, Lei das Estatais e programa de integridade.
Instituto fará estudo e monitoramento da espécie e do ambiente marinho e estuarino, a partir de convênio com Complexo de Suape

O Complexo de Suape firmou convênio, nesta quarta-feira (18), com o Instituto Hippocampus, entidade sem fins lucrativos, que atua há mais de 25 anos na preservação do cavalo-marinho. O instituto vai realizar o monitoramento da qualidade do ambiente estuarino da região de Suape, tendo como indicador a espécie ameaçada de extinção. O estudo é fundamental para embasar políticas públicas ambientais que garantam à espécie condições de sobrevivência adequada, bem como para a implementação de ações concretas de conservação desses peixes. O convênio, que tem duração de 12 meses, terá aporte de R$ 299.957,19, pago com recursos próprios de Suape.
Os locais a serem estudados são os estuários dos rios Tatuoca, Massangana, Ipojuca, Merepe e na área do Porto Externo de Suape. Além de mergulhos para pesquisa nesses pontos, também ocorrerá o acompanhamento da atividade pesqueira no ambiente estuarino, para observar se existe captura acidental dos animais, uma das principais causas da ameaça de extinção do cavalo-marinho. O contrato também prevê atividade de educação ambiental, a partir de encontros mensais com pescadores de Suape, a fim de sensibilizá-los sobre a importância do animal para o bioma marinho.
"Esta ação é uma das atividades voltadas para os ambientes marinho e estuarino do Porto de Suape que estamos desenvolvendo. Muitas outras estão em curso. Com esse estudo, além de contribuir com a preservação do cavalo-marinho e proteger essa espécie, que está praticamente extinta, estamos viabilizando a continuidade do Instituto Hippocampus, que por pouco não fecha as portas em definitivo, por falta de recursos", afirma o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti.
Desde julho deste ano, o Instituto passou a funcionar no Centro de Treinamento (Cetreino) de Suape. A coordenadora da entidade, Rosana Beatriz Silveira, explica que, por enquanto, mantém as pesquisas com grupos de reprodutores (plantel) de Maracaípe, cujos filhotes são soltos em Maracaípe. "Em Suape, vamos estudar se há presença da espécie, em que quantidade e se a população está estável ou não. Vamos traçar o perfil do animal e verificar a salinidade e temperatura da água. E coletar os plantéis locais, devolvendo os filhotes para seu habitat. Temos boas perspectivas para esse monitoramento que poderá servir de base para outros locais", afirma.
Após a realização do estudo e monitoramento das águas, será feito um workshop de sensibilização para a necessidade de políticas públicas voltadas para a preservação da espécie, com apresentação dos resultados do projeto juntamente com estratégias para garantir a conservação do animal. Deverão participar do encontro entidades da administração pública como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e prefeituras locais.
Instituto Hippocampus - Desde janeiro de 2016, o Instituto, que atualmente sobrevive por meio de doações e parcerias, está sem patrocínio fixo para manter as suas atividades de preservação do cavalo-marinho. Por isso, precisou sair da sede que mantinha em Porto de Galinhas, há mais de 20 anos, e o Porto de Suape cedeu, pelo período de um ano, um espaço no Centro de Treinamento (Cetreino) para que o instituto mantenha suas atividades de pesquisa e a espécie se reproduza.
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