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Suape dá mais um passo para implantação de novo terminal de gás de cozinha

nacional 2Em uma nova etapa do processo de negociação para instalação de mais um terminal de tancagem de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no Complexo Industrial Portuário de Suape, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, e o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão, receberam comitiva do Grupo Edson Queiroz (Nacional Gás) e da Copagaz, na manhã desta quinta-feira (14). O investimento, que deve chegar a R$ 1,2 bilhão, foi anunciado pelo governador Paulo Câmara em evento realizado no Palácio do Campo das Princesas, em julho passado.

Após breve reunião comandada pelo secretário, o grupo visitou as instalações portuárias (Píeres de Graneis Líquidos 2 e 3) e a Transpetro, na área do Porto Organizado, para conhecer a logística da operação de GLP em Suape. O investimento é fruto da parceria entre a Nacional Gás e a Copagaz. A iniciativa deve gerar cerca de mil postos de trabalho durante as obras.

nacional 1“O projeto do terminal de GLP é uma iniciativa importante para garantir o suprimento de gás para todo o Nordeste. É essencial para que todas as famílias tenham acesso garantido ao gás de cozinha e é Suape que vai oferecer isso. É um empreendimento bilionário, que garantirá toda essa infraestrutura para a região. Uma conquista bastante importante para Pernambuco”, pontua o secretário Geraldo Julio.

O diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão, reforça que a equipe da estatal portuária está a postos para auxiliar as empresas no processo de implementação do projeto. "Colocamos todo o nosso time para resolver possíveis gargalos e para colocar o projeto para andar. Suape é um porto alinhado com as melhores práticas de governança e de compromisso social, em consonância com os indicadores da plataforma ESG (sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa) e isso nos dá a segurança de que, em pouco tempo, essa iniciativa sairá do papel para beneficiar o povo pernambucano e do Nordeste", agrega.

O novo terminal contará com unidade de infraestrutura de 90 mil metros cúbicos de tancagem, além da implantação de dutos para movimentar a matéria-prima e fazer as conexões logísticas. O diferencial está na tecnologia, inédita no Brasil, na qual o gás é armazenado refrigerado, ocupando um volume reduzido que permite ampliar a capacidade de estoque. A previsão é de que o terminal, de 60 mil metros quadrados, comportará, anualmente, cerca de 1,5 milhão de toneladas de GLP.

Pelo Grupo Edson Queiroz, participaram da visita o diretor de Planejamento Estratégico, Alex Nogueira; a gerente de Novos Projetos, Dayane Carneiro; a coordenadora de Operações, Hecelina Cavalcante; e o gerente de Relações Institucionais, Marcelo Dourado. Já pela Copagaz, participaram do encontro o diretor de Planejamento Estratégico e Projetos, Cleber Hamada; o diretor jurídico, Luciano Dequech; o diretor financeiro, Márcio Hermann Lewin; e o gerente-geral de Suprimentos, Marcos Ferraz.

Suape e CESAR começam a desenvolver sistema para ampliar eficiência nas operações portuárias

A plataforma será a base para um PCS, ferramenta utilizada em vários portos do mundo para facilitar o fluxo de dados e informações entre os diversos atores envolvidos nas operações

 

suape cesar

 

Com o objetivo de desenvolver novas ferramentas tecnológicas voltadas para a gestão das operações portuárias, que buscam ganhos de produtividade, melhor comunicação e eficiência logística, o Complexo de Suape e o CESAR (@inovacaocesar) deram início aos estudos de desenvolvimento de um novo sistema, após firmarem parceria em julho passado. A plataforma construída será a base para um Port Community System (PCS), ferramenta utilizada em vários atracadouros do mundo para aperfeiçoar o fluxo de dados e a troca de informações entre os diversos atores envolvidos nas operações portuárias.

Nos últimos dias, equipes de desenvolvimento, design e empreendedorismo do CESAR visitaram o time de colaboradores da torre de controle do Porto de Suape, para trabalho conjunto de imersão. O propósito do encontro foi identificar os possíveis gargalos nas operações. Numa fase posterior dos estudos, serão desenvolvidos produtos e soluções para automação dos processos críticos para dinamizar as movimentações no porto. Essas soluções abarcam temas que vão desde o agendamento de chegada e partida de navios (line up), passando pelas operações, indicadores, relatórios e até faturamento.

A expectativa é de que, após o desenvolvimento das soluções, Suape ganhe um sistema simplificado, reduzindo retrabalho e aumentando a confiabilidade nas operações. “Com a eliminação dos gargalos, os ganhos de eficiência vão ser enormes. Deveremos começar de maneira mais básica, com os agendamentos. A partir daí, evoluiremos para a questão das operações, da interface com praticagem, Marinha, etc., tudo de forma automatizada”, explica o consultor de inovação do CESAR, Jaime Alheiros.

“Outra vertente importante da PCS é a possibilidade de gerar relatórios, como o de emissão de quantidade de carga para a Antaq, relatórios de desempenho do porto, entre outros. Fora isso, o novo sistema deve facilitar a parte do faturamento, calculando automaticamente as variáveis presentes nas tabelas, início e fim das operações, volume movimentado e ocupação nos berços. Com tudo isso em mãos, Suape poderá dar ainda mais atenção a questões estratégicas, focando nos indicadores de qualidade e eficiência portuária, que impactam diretamente na competitividade do atracadouro”, agrega Jaime.

“O novo sistema possibilitará maior integração com outros sistemas do comércio exterior e por alguns atores da comunidade portuária, além da atualização tecnológica das ferramentas atualmente em uso. Será o primeiro passo para o desenvolvimento de uma plataforma que trará benefícios para toda a comunidade portuária de Suape”, acrescenta o diretor de Gestão Portuária da estatal, Paulo Coimbra.

Jovens de comunidades do entorno de Suape iniciam capacitação em logística reversa de eletrônicos

Empresa lança segunda etapa do projeto Economia Circular – Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos

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Sessenta jovens em situação de vulnerabilidade social das comunidades de Vila Nova Tatuoca e de Nova Vila Claudete, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, começaram a participar, nesta sexta-feira (1º), do curso de logística reversa de aparelhos eletrônicos. A capacitação é a segunda etapa do projeto iniciado em 2020, que pretende oferecer oportunidades de especialização para pessoas que vivem nas comunidades localizadas na área de influência do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Nas aulas, os alunos vão estudar temas como economia circular, recondicionamento e restauração de equipamentos eletrônicos, além de autogestão e marketing digital. “É um projeto muito importante, pois a questão da destinação dos resíduos sólidos passa, cada vez mais, a ser uma obrigação das empresas, uma obrigação do poder público, e a empresa Suape está completamente alinhada com esse propósito. Junto a isso, estamos aproveitando para formar esses 60 jovens, provendo condições para que possam pensar em empreendimentos nessa área, oferecendo suporte técnico adequado. A ideia é que alguns deles possa empreender ou ser aproveitados em empresas do complexo”, explica o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da estatal portuária, Carlos Cavalcanti.

O conceito de economia circular baseia-se na redução, reutilização e recuperação de resíduos descartados pela cadeia produtiva. É o oposto da economia linear, em que o ciclo dos materiais termina com o descarte. Os equipamentos remanufaturados pelos alunos voltarão a ter uso na própria comunidade, centros sociais e associações das localidades atendidas pelo projeto. “O conceito do programa é exatamente esse: fazer com que esses equipamentos eletroeletrônicos voltem para o consumo. É o modelo mais inteligente e sustentável para o mundo”, pontua Felipe Carrilho, coordenador de Educação Ambiental e Resíduos Sólidos de Suape.

A capacitação, com duração de 90 dias, será dividida em três módulos: básico, para os 60 inscritos; intermediário, para 30 estudantes; e avançado, para 20 selecionados. A carga horária é de 50 horas/aula. Os encontros acontecem no galpão de Vila Nova Tatuoca, seguindo todos os protocolos de prevenção à covid-19, como uso obrigatório de máscara, distanciamento de 1,5 metro por pessoa e higienização das mãos com álcool gel.

Para a comerciante Janiene Maria dos Santos, 37, o curso oferece oportunidades de aprendizado que vão além da questão profissional. “É importante ter a chance de aprender um novo ofício. Mesmo que não levemos adiante de forma profissional, é mais um conhecimento que poderá servir para nossas vidas. É bastante válido”, salienta. Os estudantes foram selecionados previamente pela empresa que está ministrando o curso, a Fidat Consult. A iniciativa também contempla a implantação de sistema de descarte de resíduos, com a instalação de cinco ecopontos em locais estratégicos da região.

Suape instala coletores de eletrônicos para capacitação de pessoas em situação de vulnerabilidade social

Material coletado será utilizado durante aulas práticas da capacitação, que beneficiará 60 jovens de duas comunidades localizadas no Cabo de Santo Agostinho

 

coletores eletronicos

 

O Complexo Industrial Portuário de Suape, por meio de uma empresa terceirizada, está ministrando curso de logística reversa de aparelhos eletrônicos para 60 jovens em situação de vulnerabilidade social das comunidades de Vila Nova Tatuoca e de Nova Vila Claudete, no Cabo de Santo Agostinho. Para que os alunos tenham o material adequado para a aprendizagem, a Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade instalou cinco ecopontos de descarte de resíduos eletrônicos em cinco locais estratégicos: dois na estatal portuária, um no Centro Administrativo Municipal do Cabo e outros dois em empresas localizadas em Jaboatão dos Guararapes.

Nos coletores, podem ser depositados materiais de informática e de telecomunicações, como computadores, estabilizadores, nobreaks, monitores, celulares, servidores, baterias, entre outros. Tudo que for recolhido nos ecopontos, será redirecionado para reforçar as aulas teóricas e práticas do curso.

A capacitação é a segunda etapa do projeto iniciado em 2020, com o objetivo de oferecer oportunidades de especialização para pessoas que vivem nas comunidades sob influência do Complexo Industrial Portuário de Suape. Nas aulas, os serão abordados temas como economia circular, recondicionamento e restauração de equipamentos eletrônicos, além de autogestão e marketing digital.

“É um projeto muito importante, pois a destinação dos resíduos sólidos passa, cada vez mais, a ser obrigação das empresas, e do poder público, e Suape está alinhada com esse propósito. Junto a isso, estamos ajudando a formar 60 jovens, provendo condições para que possam despertar para empreendimentos nessa área e oferecendo suporte técnico adequado. A ideia é que parte deles possa empreender ou ser aproveitada em empresas do complexo”, pontua o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos Cavalcanti.

 A capacitação, com duração de 90 dias, será dividida em três módulos: básico, para os 60 inscritos; intermediário, para 30; e avançado, para 20 selecionados. A carga horária é de 50 horas/módulo. As aulas vêm sendo ministradas no galpão de Vila Nova Tatuoca, seguindo todos os protocolos de prevenção à covid-19, como uso obrigatório de máscara, distanciamento de 1,5 metro por pessoa e higienização das mãos com álcool gel.

Confira os endereços dos ecopontos:

  • Edifício-sede da Empresa Suape - Rodovia Indonésia, s/n – Distrito Industrial de Ipojuca – Suape. Ipojuca/Pernambuco. CEP 55.598-000
  • CCCOM – Área portuária de Suape, no Posto de Controle 3 (PC3)
  • Tintas Iquine - Rua Porto Franco, 325 - Prazeres, Jaboatão dos Guararapes
  • Colortel - Rodovia BR-101 Sul, S/N, Km 81.3, Galpão B, Muribeca, Jaboatão dos Guararapes
  • Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho (Centro Administrativo Municipal 1) - Rua Manoel Queirós da Silva, 145, Torrinha

Artigo: Suape continua nos trilhos

O JC publicou, na edição desta quinta-feira (30), artigo do diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Roberto Gusmão. No texto, o gestor fala sobre a acertada decisão do Governo de Pernambuco, do empresariado e da bancada federal do Estado em unir forças pela conclusão do trecho da ferrovia que ligará o Piauí ao Porto de Suape, aumentando os investimentos a médio e longo prazos em nossa economia.

 Transnordestina

 

*Roberto Gusmão

Ao decidir se reunir com as lideranças empresariais e com a bancada federal do Estado na busca de um entendimento para viabilizar a Ferrovia Transnordestina, Pernambuco mostra que está no caminho certo. O ramal será a ferramenta de integração regional com várias cadeias logísticas do Nordeste, ampliando os investimentos no futuro. Fruto inconteste disso é o recente anúncio de um grupo empresarial com forte presença na área de mineração solicitar autorização de outorga de empreendimento ferroviário de sua mina no Piauí, ligando a carga ao Porto de Suape, numa extensão de 717 km.

A Transnordestina é uma concessão realizada de forma equivocada e as obras se arrastam há anos. Elas deveriam ter começado pelos portos, destinos logísticos de escoamento para comercialização, e não pelo interior. Essa opção já consumiu R$ 5,5 bilhões de recursos públicos. Fosse a decisão outra, a ferrovia já estaria operando, gerando caixa financeiro para o empreendimento e novas oportunidades.

Embora os entendimentos com o grupo já estivessem em curso, Pernambuco acertou na estratégia de não entrar em competição acirrada com qualquer Estado envolvido, priorizando dados técnicos e econômicos. Com o apoio local e do Ministério da Infraestrutura, Suape se consolida como um porto de Estado.

Este ano tem sido de solidificação de muitos caminhos definidos pelos diversos governos nesses 42 anos de Suape. O porto será o principal ponto de distribuição logística do Nordeste, com mais indústrias instaladas. Hoje elas já somam 150 no complexo, que conta, ainda, com polo farmacêutico, refinaria de petróleo, além da futura produção de combustível limpo (hidrogênio verde) e de um terminal de regaseificação, que trará gás natural mais barato.

 

Roberto Gusmao

 

Líder na importação e exportação de carga por contêineres da região, Suape está em vias de se transformar no centro de distribuição de gás de cozinha do Nordeste e num hub de distribuição de veículos importados.

Ressalte-se que essa pujança preserva 8 mil hectares de Mata Atlântica, assegurando sustentabilidade ambiental e social, além de ter a melhor governança corporativa entre as empresas públicas do Estado.

Por tudo isso, Suape continua nos trilhos, caminhando rumo ao futuro com mais igualdade e oportunidade para o Estado e a região.

*Roberto Gusmão é diretor-presidente do Porto de Suape

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